Blog dos voluntários do Texto Livre

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O excesso que pode gerar a falta 

with 29 comments

Mundo virtual, realidade.com, espaço cibernético, era da informação, cultura digital,
conexão on‐line são algumas das denominações ligadas às revoluções tecnológicas que
invadiram nosso mundo, promovendo mudanças fascinantes e assustadoras, numa
velocidade incontrolável. A internet, pilar dessas revoluções inovadoras, alterou
definitivamente os modos de interação social.  
Eu, que não faço parte da geração on‐line, como meus filhos, por exemplo, tento pegar
o bonde que está aí para todos (exceto para os excluídos digitais, que no Brasil ainda
são milhões) e penso que não vou conseguir. É muita novidade para pouco tempo.
Como circular com segurança nesse mundo pouco conhecido, que conseguiu se
apropriar e refletir o mundo dito real, expandindo‐o ainda mais?

Não sei se alguém já disse isso, provavelmente, sim (uma consulta à internet poderia
me confirmar), mas o ciberespaço se parece com um novo Renascimento. Como
aquele que inaugurou a Idade Moderna, este vem agora dar início à “Idade Virtual” e
alterar o comportamento e as relações humanas. O homem atual, como o
renascentista, já não é o mesmo, sente‐se mais confiante nessa nova realidade, que
lhe traz na ponta do dedo todo conhecimento produzido e respostas imediatas e
variadas a todas as suas indagações. O mundo virtual oferece possibilidades que lhe
parecem infinitas e lhe permite vivenciar a globalização.  Já pode “navegar” por todos
os mares. Pode descobrir, diariamente, novos horizontes, pode estar em outro lugar
em qualquer momento sem sair de casa: não existem mais, para suas viagens,
barreiras geográficas ou temporais. O mundo se torna, fantasticamente, seu!
Mas, o que caracteriza essa virtualidade? Que conseqüências ela traz?  Não, não há como
negar seus impactos: ela proporcionou uma grande mutação na sociedade e o homem já não é
o mesmo.  O crescimento vertiginoso da informatização trouxe muito da ficção científica para
uma realidade bem próxima. Somos todos seres reais e virtuais. Nossa subjetividade é outra e
nossa memória também. O tempo se torna mais veloz, pois agora temos de dividi‐lo entre
esses dois mundos: um concreto e um on‐line, que, tão distantes num primeiro momento,
agora se misturam, se interligam continuamente, sendo às vezes quase impossível separá‐los.
Ficamos mais ocupados e nossa memória menos capaz de registrar como antes.  Transferimos,
então, para a “máquina” a tarefa de memorizar e, desincumbidos desta função, nos
transformamos.  Atraídos e levados por um turbilhão de informações, pegamos, confiantes, o
barco da tecnologia para continuarmos na incessante busca humana da felicidade. “Navegar é
preciso”, mas viver também.  E do mundo virtual ao real, do real ao virtual, em um, em outro,
nos dois, vamos ziguezagueando, sem rumo, no deleite e na tortura de novas descobertas.
Agora passamos (li não sei onde) de “Homo Sapiens” a “Homo Digitalis”.

O surgimento de um ser mais solitário que se comunica e relaciona virtualmente, em
detrimento de uma efetiva convivência social, é também uma conseqüência dessa nova era. O
ciberespaço amplia as possibilidades de interação social (é possível fazer parte de uma
comunidade como as do Orkut e as dos chats) e cria o estabelecimento de laços importantes e,
talvez, duradouros, bem semelhantes ao do mundo considerado real. Mas, por outro lado, traz
também situações ameaçadoras (páginas ofensivas, mensagens depreciativas, com ameaças e
zombarias), que requerem a criação de novas regras e critérios, que podem originar uma nova
legislação, que vise à proteção da privacidade dos navegadores.  Nesse imenso universo, livre e
por vezes tão invasivo, surgem inúmeras questões éticas, difíceis de serem resolvidas!  O
homem continua querendo ser reconhecido, desejo que faz parte de sua humanidade, mas é,
continuamente, empurrado para o anonimato.  Já não ocupa a posição central, de controle,
embora o creia, mas cedeu à interface do computador esse lugar. E mais, deu‐lhe sua
autonomia e começou a atribuir‐lhe, também, responsabilidades e a culpa de suas ações
(humanas).   O que fazer com esse impasse, que se mostra ambíguo e sufocante? Como não
ser vítima, mas senhor, desse novo universo? Como manter a individualidade num espaço tão
frio e impessoal? Eis o novo desafio!

Todos os setores de nossa sociedade estão determinados pelas tecnologias de comunicação,
responsáveis por serviços essenciais, que facilitam nossa vida, principalmente nos centros
urbanos. Difícil, impossível mesmo, privarmo‐nos delas. E as consequências dessa dependência
tecnológica parecem ser determinantes. Somos já seres cibernéticos e não vamos regredir.
Vivemos ainda um momento de transição e parece normal o receio do novo, que vai, pouco a
pouco, se firmando.  A comunicação se ampliou e com ela nossos medos também. Toda
mudança traz conflito. Eis o inevitável!
Mas e então? O que fazer com tudo isso? Como aproveitar o melhor e minimizar o ruim que
nos é oferecido? Como, usando um velho clichê, separar o joio do trigo? A população de
cibernautas, que já nascem “pré‐programados”, cresce em progressão geométrica e quem está
fora do ciberespaço é taxado de excluído. Uma triste realidade brasileira e a prova de que o
mundo virtual reflete o real. Letramento digital passa a ser a meta minimizadora das
diferenças sociais, num momento em que o conhecimento se expande ininterruptamente e se
torna mais democrático.  Um desafio para o Brasil, que tem de alfabetizar, primeiro, para
facilitar a inclusão digital no país.
Já se fazem cada vez mais necessárias as iniciativas que se propõem a debater e entender toda
uma nova rede social. Em São Paulo, em janeiro deste ano, milhares de pessoas,
predominantemente jovens da classe média, só para citar um exemplo recente, se reuniram
durante o Campus Party Brasil 2009, com seus computadores, facilitados por um acesso com
banda larga de qualidade, durante 7 dias e 7 noites, para tratar dos inúmeros temas ligados ao
uso cotidiano da internet:  a produção científica, o entretenimento digital, a criatividade, a
inovação( softwares livres, redes de segurança etc )entre uma infinidade de novas perspectivas
e conquistas do universo virtual, que se constitui o grande império dos próximos séculos. A
importância do evento (já em sua terceira edição no Brasil) é notória, pois se deu com o apoio
coletivo de patrocinadores de setores públicos e privados e a participação de ONGs e usuários
comuns,  uma mobilização de todas as esferas sociais no maior encontro presencial e on‐line
das redes da internet. Uma verdadeira festa!

Os computadores se modernizam num ritmo alucinante.  As lan houses, responsáveis por pela
maior parte dos acessos  das classes de baixa renda  à  internet, se proliferam e contribuem
para a inclusão digital no Brasil.  Somos agora reféns das tecnologias de comunicação on‐
line. Bem, com o novo império virtual, a responsabilidade e o compromisso, principalmente de
nós professores, são fundamentais. É preciso que repensemos continuamente, agora, mais do
que nunca nossa função de ensinar, descobrindo a necessidade de assimilar, aprender e
compartilhar com nossos alunos, toda a cultura disponibilizada pela internet.  A interação e a
troca professor/aluno se tornam imprescindíveis e só podem enriquecer a todos,
possibilitando uma vivência mais harmônica e justa. Está aí o EAD, que se valendo das TICs, é
uma alternativa promissora para uma maior igualdade social.
Sejamos críticos para sermos capazes de ajudar na formação de indivíduos também críticos,
que saibam relacionar fatos, levantar questões, testar  e utilizar as informações disponíveis
com autonomia na construção de um conhecimento sólido, que ajude a transformar o mundo,
familiarizando‐o com a vida digital e humanizando‐o num sentido mais amplo.
Que todo esse EXCESSO que veio encher nossa vida não se caracterize numa grande falta!
Fontes
http://tecnologiasnaeducacao.pro.br/revista/a1n1/pal3.pdf
http://en.wikipedia.org/wiki/Campus_Party
http://tecnologiasnaeducacao.pro.br/revista/a1n1/pal3.pdf
http://www.campus‐party.com.br/

Maria de Lourdes Barreto Carneiro
e‐mail: bilude arroba gmail ponto com

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Written by otextolivre

16 março 2010 às 11:17 pm

29 Respostas

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  1. Lourdinha,
    você colocou em poucas linhas todo o sentimento, anciedade que cada um de nós sentimos ou ainda vamos sentir.
    Brilhante seu texto, digno de uma grande escritora.
    Um abraço da colega EMLC-UFMG

    Rosilene

    18 março 2010 at 11:18 pm

  2. Lourdinha, você disse de forma poética e com um estilo embriagador o aque acontece(u) na humanidade com a era da internet. Realmente, uma grande escritora. Lindíssimo texto!
    Abraços
    Marieta

    MARIETA

    18 agosto 2010 at 3:43 am

  3. Um texto ponderado. Saibamos utilizar os recursos virtuais de forma criativa e benéfica, sem nos esquecermos, p/ nosso próprio bem, dos valores de uma relação presencial convencional.
    A internet tem seu valor mas, pode nos ressequir.

    Paulo Quadros de Menezes

    31 agosto 2010 at 10:34 pm

  4. Olá!
    É incrível como você ponderou o que a excessiva procura desenfreada pela tecnologia tem causado nas pessoas ultimamente.
    Como estagiária de psicologia, tenho uma demanda muito grande de adolescentes com medo de se relacionar com amigos e namoradinhos da “vida real”. O argumento é sempre o mesmo: “pela internet é muito mais fácil”.
    Incontestável.
    A questão é: o “mais fácil” é mais produtivo? mais saudável? Vejo que não, e , ainda, acredito que as pessoas estão cada vez mais inseguras se escondendo atrás de um “nick name” que representa, muitas vezes, o que elas queriam ser, e não o que são.
    Depois da jornada à modernidade, é preciso que se faça um retorno à vida real.

    Luíza

    1 setembro 2010 at 2:56 pm

  5. Puxa, excelente texto, adorei lê-lo. Você abordou várias questões dentro deste tema, todas elas bem relevantes. O comportamento humano, tanto o positivo quanto o negativo, realmente mudou muito com estas novas tecnologias. Tenho um exemplo prático de aversão a estas novas tecnologias, que são as pessoas mais velhas: embora mais experientes, encontram muita resistência para aceitar estas novidades e mudanças de comportamento que vieram junto com elas… Será isso um sinal?

    Alexandre Francisco H. de Melo

    3 setembro 2010 at 9:44 pm

  6. A vida virtual indiscutivelmente já faz parte da vida concreta de todos nós. Seu texto mostra claramente o estado de transição que a humanidade está passando, a sociedade já não se mantêm sem a internet mas sofre com as falhas que a mesma ainda possui. A internet tem um potencial tremendo. É um absurdo imaginar que ainda existem professores universitários que não usam a internet como uma ferramenta de ensino, não criam grupos de discussão, não publicam as notas de aula online, não desenvolvem atividades em rede. Aproveitando a citação a respeito de software, o mesmo acontece com a cultura do texto livre e do software livre: ainda falta muito para que tais coisas estejam de maneira difusa e concreta presente no mundo online para que todos possam desfrutar dessas maravilhas do desenvolvimento humano.

    Mateus Andrade Rezende

    6 setembro 2010 at 1:00 pm

  7. Parabéns! Texto maravilhosamente bem escrito!
    É realmente muito interessante o ponto em que você cita que esta nova “Idade Digital” está criando uma nova espécie, o “Homo digitalis”. Verdadeiramente, se refletirmos sobre este tema podemos até mesmo relacionar mudanças fisiológicas ocorridas com o desenvolvimento e aprofundamento na vida digital. Exemplificando, como você bem citou, o uso da nossa memória está sendo cada vez mais substituído pelas ferramentas que nos permitem guardar informações onde sempre sabemos que vamos encontrá-las. Além disso é inegável que a conseqüente vida sedentária de indivíduos desta nova espécie traz consigo muitas formas de doenças e problemas de saúde que antes eram mais raras. Apesar da discussão ainda aquecida, muitos afirmam que esta nova era também criou novas doenças psiquiátricas como vícios em games e Internet.

    Até que ponto é saudável se tornar um anônimo ou mais um na multidão da Internet e se privar da sua individualidade? Qual a parcela máxima de tempo que pode ser dedicado a contatos virtuais entre “pessoas”, ou melhor, entre nick-names em detrimento de reais relacionamentos? Será possível ainda ao ser humano ser tão emotivo e sensível como era antes desta nova “Idade Digital”?

    Como você disse, “Que todo esse EXCESSO que veio encher nossa vida não se caracterize numa grande falta!” e eu ainda acrescento “In medio stat virtus” (http://it.wikipedia.org/wiki/In_medio_stat_virtus)

    Albert

    9 setembro 2010 at 12:35 pm

  8. Parabéns primeiramente.
    Você conseguiu sintetizar muito bem o sentimento desse novo homem “ciber-renascentista” que surge no cenário mundial (ou somente mesmo no cenário cibernético).
    O mais preocupante é onde esse “SUPERhomem” pode chegar ao sentir que tem todo o conhecimento em mãos, ou melhor, em dedos e telas?
    Mesmo sendo da geração internet, já que tenho 20 anos, não me considero um desses novos homens. A quetão é realmente a troca e a nova preferância pelomundo virtual ao mundo real, onde tudo REALmente acontece. O relacionamento interpessoal está se perdendo e perdendo seu valor para o relacionamento virtual. E isso pode ser facilmente comprovado pelo grande número de internautas que frequentam as famosas salas de bate papo, os crescente número de blogs, fotologs, myspace’s e outro que fazem com que passemos mais tempo sentados em frente ao computador que vivendo uma vida.

    Gosto da caracterização dado do excesso, do ter tudo, em falta. Porque é realmente isso que acontece com todos aqueles que se enchem do mundo cirtual: acabam não tendo nada concreto. Bits e bytes não preenchem a real necessidade de convivência do ser humano.

    Não que o uso da internet tenha prejudicado, de maneira alguma. Pelo contrário, pode ajudar na melhoria e aperfeiçoamento de vários, inúmero e incontáveis aspectos da nossa realidade, porém deve ser “apreciada com parcimônia”.

    Pedro Ribeiro Martins Bento

    10 setembro 2010 at 11:40 pm

  9. Lourinha,

    muito interessante seu texto e acredito que o Estado deve interferir nesta questão, pois o aumento dos crimes virtuais cresce a cada dia e não há nenhuma legislação específica para o assunto.

    Ao mesmo tempo que a internet trouxe progresso, como você mesma disse, trouxe também, sérios problemas, os quais devem ser combatidos.

    Outro problema, o qual não cabe apenas ao Estado combater, é o que afeta as relações sociais, pois várias pessoas acabam tendo dupla personalidade, em que o indíduo é um no mundo real e outro, no mundo virtual, pois neste mundo, o indíviduo pode ser quem ele quiser e assim, podendo causar problemas psicológicos.

    Diego Rossi

    11 setembro 2010 at 1:15 am

  10. Um trecho do seu texto que me chamou a atenção foi ““Navegar é preciso”, mas viver também.” A frase original é, na verdade, “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Eu já via um duplo sentido nessa frase e, agora, com o aumento cada vez maior do uso da internet e com as grandes mudanças nos hábitos das pessoas, vejo um terceiro. A prioridade hoje voltou a ser navegar.

    Laura Soares

    11 setembro 2010 at 2:23 am

  11. adorei o texto
    fiquei admirado com as analogias que você fez, me ajudou e me alertou sobre esse mundo virtual,esse enchente de novidades que pode nos afogar.
    Esse texto me fez pensar se devemos acompanhar todos avanços tecnológicos ou se devemos usar esse avanço apenas como ferramenta.

    Elidiano

    11 setembro 2010 at 6:59 pm

  12. Sou psicóloga em me interessei muito pela colocação que vc fez a respeito das novas formas de socialização que a internet proporciona e a falta de compromisso que o Estado demonstra na questão dos crimes virtais.
    Excelente texto!
    PArabéns!

    Katia

    12 setembro 2010 at 3:35 pm

  13. Realmente a internet levou as relações humanas a um novo patamar, onde perdemos um pouco do “tête-à-tète” e estamos cada vez mais virtuais, imediatistas.
    Parabéns

    Pedro

    12 setembro 2010 at 9:10 pm

  14. É interessante isso que você diz da importância da interação professor/aluno para um uso mais consciente da Internet.O professor ensinando e trocando idéias com o aluno, e o aluno aprendendo a usar e a avaliar criticamente os conteúdos da Internet. É realmente saber selecionar e não se perder nos excessos.

    Romário Martins Ribeiro

    12 setembro 2010 at 10:00 pm

  15. Esse artigo é muito bom. Podemos realmente comparar esse mundo cibernético ao renascimento. Muita informação em mundos paralelos, mas próximos. Estamos nos acostumando tanto com tudo em tão pouco tempo, que o título deste artigo é perfeito para o que estamos vivenciando hoje. “o excesso pode gerar a falta”, e essa falta é falta de muitas coisas, como o contato humano.

    Mariana Câmara

    13 setembro 2010 at 12:28 am

  16. De fato, quanto maior a carga de informações disponíveis, menos tempo nos dedicamos a cada uma e menos ainda nos lembramos do que lemos, vimos ou simplesmente interagimos.
    A infinitude de possibilidades de passa-tempo virtual levou o homo sapiens, ser pensante que portanto existe, a uma nova categoria, de ser surfante, que portanto, subsiste digitalmente.

    Patrick Garcia'

    13 setembro 2010 at 1:37 am

  17. Muito bom o teu texto. Acho que, assim como no Renascimento, só entenderemos essa época quando ela passar. Aí sim a humanindade poderá olhar para trás e ver tudo o que ela representou, quais as mudanças que permaneceram e como elas nos definiram. Hoje temos tantas coisas, muitas delas concorrem entre si. Algumas desaparecerão outras permanecerão. Só não temos como saber quais e nem quando.
    Mas é claro, isso não significa que devemos sentar e ignorar o que está acontecendo. Não poderia deixar de concordar mais com o seu texto tão ponderado.

    Priscilla

    13 setembro 2010 at 6:11 am

  18. Parabéns, texto muito esclarecedor. Este é um assunto que deve ser tratado com cuidado.

    Rafael Franco Cordeiro

    13 setembro 2010 at 12:56 pm

  19. muito interessante a abordagem deste assunto que muitas vezes pode ser um mundo fantástico ou ás vezes perigoso.

    joyce

    13 setembro 2010 at 2:51 pm

  20. Seu texto é fantástico! Reflete sobre o maravihoso mundo digital e mostra ao mesmo tempo o quanto ele pode ser perigoso, poi essa nova revolução vem refletindo, também, no comportamento das pessoas. Gerando seres cada vez mais solitários, diante de seus computadores, com a falsa ilusão de muitos amigos…300…750… em suas págnias de orkut.

    Regiane Carvalho

    13 setembro 2010 at 3:17 pm

  21. Gostei muito do texto! ele mostra que o mundo virtual pode tanto criar pontes como tambem cosntruir muros aos usuários. basta saber se beneficiar dessa maravilha que é!

    Arthur Wallace Pereira de Figueiredo

    13 setembro 2010 at 3:50 pm

  22. Bastante interessante a forma como é abordado nesse texto o tema sobre tecnologia, onde se é falado suas vantagens e desvantagens. O texto separa bem essa questão, colocando as diferenças entre elas. Eu concordo em muitos aspectos, quando se fala do fato de a internet oferecer muitas atividades sem precisar do deslocamento de um lugar para outro, mas por outro lado a tendência é cada vez mais as pessoas se separarem pessoalmente umas das outras, já que com a era das máquinas cada um fica no seu canto, sem precisar da ajuda do próximo como era antigamente. Isso acaba criando um mundo mais competitivo, já que se tem um isolamento maior.

    Stella

    13 setembro 2010 at 6:16 pm

    • Parabéns!
      gostei muito do seu artigo.
      Achei muito interessante a relação que você fez dessa nova era com o Renascimento.
      Concordo com todos os aspectos colocados e é necessário pensarmos dos dois lados como foi mencionado no texto.

      Glauca Freitas

      13 setembro 2010 at 10:07 pm

  23. olá Maria de Lurdes,parabéns pelo texto!
    ótima reflexão,muitas vezes na correria do dia-a-dia nos valemos do mundo virtual para substitiuir o mundo físico e não percebemos o problema que todos juntos estamos causando.vejo que seu texto não desmerece em hipótese alguma as vantagens e benefícios que alcançamos atráves da internet,logo,para nos alerta para que não passemos toda nossa vida a navegar e nos esqueça-mos de vivenciar e interagir “cara à cara”com a sociaedade real,não virtual.

    gabriela

    13 setembro 2010 at 9:35 pm

  24. Acredito que o maior desafio para esse “Homo Digitalis”, que surge com força nessa “Idade Digital” em que já nos encontramos, está em conseguir separar o mundo virtual do mundo real. Saber que, muitas vezes, os 900 “amigos” que ele possui no Orkut ou no Facebook não correspondem às 10, 20 pessoas com quem ele interage no dia-a-dia. Ou que a distância e a identidade oculta dos usuários da internet, que muitas vezes incentiva as pessoas a criarem polêmicas baratas ou ofender alguém gratuitamente, normalmente não saem sem alguma consequencia, se feitas “cara a cara”.
    Parabéns pelo texto.

    Juliano Ferreira

    14 setembro 2010 at 12:16 am

  25. Olá, Maria de Lourdes.

    Seu texto toca num ponto que deveria ser referência obrigatória para as incontáveis discussões sobre internet que irrompem nos mais variados meios, veículos e lugares possíveis: a importância da educação e dos professores para a inclusão digital. Embora pareça óbvio, a necessidade de promover ações que transformem a internet em uma ferramenta socialmente democrática tem sido tema secundário em meio aos muito mais frequentes e acríticos deslumbres tecnológicos. Quase diariamente, a mídia traz notícias sobre como determinada invenção irá mudar o mundo ou – partindo de uma superficial análise – como o “todo o planeta” migrou para o universo virtual e as interações reais viraram coisa do passado.

    Embora tenham, como a senhora ponderou, trazido expressivas e irreversíveis mudanças nas relações sociais, a cultura digital ainda é privilégio para poucos. No país, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE no final de 2009, o número de brasileiros que ainda não acessam a internet passa dos 100 milhões. Ou seja, mesmo nas previsões mais otimistas, mais da metade da população não faz parte do mundo cibernético e, portanto(de acordo com as concepções superficiais e universalizantes dos noticiários e do senso comum), não existe mais.

    Assim, penso que a inclusão digital deve ocupar, nos debates, mais espaço do que o mero “sensacionalismo tecnológico”. Do contrário, estaremos, como a senhora lembrou, apenas reproduzindo no ambiente virtual as mesmas desigualdades do mundo dito real.

    Danilo Borges

    14 setembro 2010 at 12:20 am

  26. Excelente texto! Realmente passamos de “Homo Sapiens” a “Homo Digitalis”, e concordo que a informatização faça parte da inclusão na sociedade moderna. Todavia, a informatização não trouxe somente o excesso (por um ponto de vista negativo), mas pôde diminuir as barreiras impostas pela distância às pessoas. Além disso, também também possibilitou um desenvolvimento científico mais acelerado. Acredito que a informatização trouxe mais à acrescentar do que a denegrir ao ser humano.

    Guilherme Botelho

    14 setembro 2010 at 12:27 am

  27. Olá!
    Seu texto aborda questões relevantes sobre essa “Idade Vitual”. A explosão informacional nos causa diversas sensações: contentameno, frustação,ansiedade … todas elas dependem do contexto que estamos inseridos. Acrescento a falta de limite e privacidade. Tudo é divulgado. Estamos inseridos num sitema “Big Brother”.

    Rosaria Otoni

    14 setembro 2010 at 1:10 am

  28. Muito bom o texto! Ele nos convida a pensar no verdadeiro papel desse “mundo virtual’, e da nossa dependência quanto a ele. É claro que essa revolução tecnológica nos trouxe muitos benefícios, mas também trouxe o ônus de nao sabermos mais viver como antigamente.

    Omar

    14 setembro 2010 at 2:07 am


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