Blog dos voluntários do Texto Livre

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Texto Livre – Um novo gênero na abordagem do cotidiano

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Resumo: O Texto Livre é um grupo de suporte à documentação em Software Livre ao mesmo tempo em que pretende ser um método para o ensino de produção textual na academia. Baseado nessa informação a discussão desse artigo é voltada para a receptividade e a inserção dos gêneros digitais dentro do contexto educacional, mais especificamente, a sala de aula.

Palavras Chaves: Texto Livre, sala de aula.

Abstract: The text available that’s a bevy as of brace at the booklet well into Software Available at the same moment wherein he pretends being a method for its I school as of crop textual at the academia. Based in that this data the argument he might give article is lap for the receptiveness and the insertion of the geners you type within the context educational, more namely, the room as of lesson.

Keys Words: Text Available and classroom.

Uma das discussões mais abordadas hoje é a questão da escrita perfeita, visto que o falante da nossa língua que não fala/escreve “corretamente” o português “padrão” está sujeito a muitas críticas sociais. De fato é um assunto muito polêmico, mas para discuti-lo temos que levar em consideração: Quem são esses leitores?, Que tipo de textos leem? Qual a faixa etária e escolaridade?

Temos que ter em mente que esses fatores estão ligados aos variados gêneros presentes em nosso cotidiano.  Segundo Marcuschi ( 2002),  os gêneros são:

“Fruto de trabalho coletivo, os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comu­nicativas do dia-a-dia. São entidades sócio-discursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa. No entanto, mesmo apre­sentando alto poder preditivo e interpretativo das ações humanas em qualquer contexto discursivo, os gêneros não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos”.

A partir disso é possível tentar entender o porquê dos questionamentos de alguns “intelectuais” acerca do que seja a “escrita perfeita”, sendo que o gênero está diretamente ligado aos fatores apresentados no início deste artigo, e, principalmente, com quais objetivos se escreve e para quem se escreve.

Não é correto exigir, por exemplo, de nossos alunos de 8º ano do Ensino Fundamental (antiga 7a série) que escrevam um memorando, se os mesmos nunca tiveram acesso a tal gênero. É necessário que haja, primeiramente, uma apresentação do gênero, por parte do professor, de forma sistemática e direcionada, através de explanações e exemplos didáticos e concretos. Temos que ter em mente que a produção textual deve ser direcionada a um público e não pedir que os alunos escrevam pelo simples fato de escrever, para corrigir erros ortográficos e avaliar seu desempenho escolar. Se exigirmos apenas isso, “matamos”, de uma vez por todas, quaisquer possibilidades que os discentes venham nos apresentar futuramente e, assim, não teremos chances de termos acesso a “grandiosas produções”.

Paralela a essas discussões, podemos acrescentar as abordagens feitas acerca do uso do computador em sala de aula e como ele revolucionou a forma de se comunicar. Hoje não precisamos estar fisicamente perto para ouvir e ver a pessoa com quem estamos conversando, basta “teclar”.

No campo educacional vemos nova preocupação com a escrita, uma vez que um “novo monstro” tomou o lugar do gerundismo: o internetês, uma linguagem sucinta, abreviada, coloquial, dinâmica, que mistura letras com ícones. Para os apavorados, incluindo os pais dos alunos, podemos afirmar: essa língua não vai destruir a língua “padrão”. Por quê? Alguém pode perguntar. Porque a língua muda e com ela sua adequação aos variados contextos sócio/comunicativos/históricos, bem como ao uso que os falantes/usuários fazem dela.

Então o aluno pode escrever assim o tempo todo? No MSN, no CHAT, no ORKUT, sim. Porque nessas situações a língua “padrão” dificultaria a comunicação, tornando a conversa lenta e inadequada para esse contexto virtual. Cabe aos professores tranquilizar os pais e ensinar aos seus alunos a adequarem o uso da escrita ao contexto/situações em que estão inseridos/exigidos. Você já viu alguém de smoking na praia? Seria o mesmo que um aluno escrevendo em um bate papo virtual: “Não tenho conhecimento acerca do referido assunto” ao invés de “Não sei.” Como aliado para um trabalho mais efetivo com a língua e as novas tecnologias que surgem a todo momento, o professor conta com o Texto Livre. Um suporte educacional para o ensino de produção textual.

DIONISIO, Angela Paiva; BEZERRA, Maria Auxiliadora. Gêneros textuais & ensino. 2. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002. 229p. ISBN 8586930180

Autoras:

Anna Angélica Souza

Carla Coelho

Flávia Mota

(Pós graduandas em Ensino de Leitura e Produção de Textos)

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Written by otextolivre

29 julho 2009 às 5:01 pm

3 Respostas

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  1. Muito bom o artigo! Precisamos divulgar mais a idéia de educarmos os alunos a serem pregmáticos na comunicação e flexíveis: comunicar rapidamente utilizando a escrita gráfica internética e dominar o português formal para quando necessário (para escrever um artigo, ou um email para o diretor de uma empresa por exemplo). A repressão contra o gênero que surgiu no mundo virtual não pode ser valorizado. Devemos saber explorar as duas faces da moeda!

    Karoline Almeida

    12 setembro 2010 at 7:13 pm

  2. Gostei muito do artigo, embora não concorde muito com algumas partes. Penso que o “internetês” ameaça sim a escrita tradicional, mas não acho que isso seja negativo. A mudança do modo padrão da escrita já é algo que deveriamos estar acostumados a lidar, o único cuidado que acho cabível é que não deixemos esse processo acontecer tão desenfreadamente, em curta escala de tempo.

    José Borges

    13 setembro 2010 at 11:58 pm

  3. Comentário tarefa 5c

    Extremamente pertinenente o questionamento sobre o quão viva deve ser a língua, variando entre o formalismo escrito e a “recriação” diária, através de vários contextos e fontes, de um português não-dicionarizado, não-rígido, tratando a língua como um ente vivo e não como letra morta que deve ser seguida à risca. Evidentemente a prudência nesses casos se faz necessária, como bem colocado no texto, mas prudência vista de ambos lados. Nem radicalismos formais nem criatividade desenfreada permissiva. Excelente texto para suscitar discussões.

    Bruno Melo Moura - UFMG - 2008008988

    15 setembro 2010 at 7:15 pm


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