Blog dos voluntários do Texto Livre

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Documentos de Qualidade ou que fossem no mínimo isentos na má formação dos leitores internautas

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O uso da internet como meio de informação.

As possibilidades são grandes, porque podemos trocar informações a todo o momento, não somente trocar, mas buscar informações através da web.

 Verificando as possibilidades de troca com as comunidades, despertou em nós várias, dentre elas estão: Sistema Segurança de Informação; Vamos Tomar Cuidado com o Plágio. Escolhemos estas comunidades, porque estão mais  próximo com o trabalho pedido aos alunos a respeito de gêneros.

A cada dia que passa, nós professores (privilegiados), por acessarmos sites, páginas na internet, percebemos o surgimento de vários gêneros, inclusive programas de entretenimento para jovens via web, sem nenhum preocupação com a formação e o quanto eles os influenciam na formação de leitores e ou mesmo na deturpação de informações direcionada aos nossos novos usuários (leitores). Quando deparam com palavras, frases, textos, com erros primários que vão além da grafia incorreta, por exemplo: pontuações, erros de concordância verbal, misturas de  pessoas e desinências no discurso, frases sem nexos, e muito até distanciados da linguagem culta. Para os novos leitores-aluno  que já têm uma certa dificuldade em aprender e produzir bons textos torna-se mais difícil o aprendizado da língua portuguesa em relação à norma culta. Cabe ao profissional, ensinar que na oralidade há uma liberdade maior de expressões; por exemplo, o uso de gírias, explicitando que os mesmo pertencem ao uso da linguagem informal e que há uma grande diferença na escrita.
  Mostrar a eles também que ao transitar entre esses parâmetros, aplicar o uso da linguagem coloquial ou culta dependerá do local de acordo ao momento adequado, mas salientando-os que na escrita da norma padrão se fazem necessárias.
 Para o professor, seu trabalho de formação, que visa levar o aluno a ser proficiente e tenha competências para alternar entre um gênero e outro, fica ainda mais difícil, pois sabemos que cada dia é criado sites, programas, jogos, blogs, bate papos e etc, cada vez mais interessantes, e que mudam o tempo todo, mostrando o novo sem nenhuma preocupação de levar as diferenças do uso da língua oral pela escrita. Misturam ficção e real, surgindo novas linguagens entre eles, e que tudo isso vão de encontro ao comportamento do jovem que gosta do inovador, do desafiante. Aliado a sua formação e envolvendo toda complexidade da adolescência,  e que muitos professores e pais, não entendem o processo da adolescência, que é adoecer. Os mesmos ainda não estão prontos, pois  estão em transição e não entendem tantas cobranças, sintomas, compromissos. A maioria quer se rebelar diante de tanta transformação física e psíquica a qual estão vulneráveis. E encontram refúgio, em sites e programas voltados apenas para o entretenimento, fazem deles suas zonas de conforto, se fechando para o mundo externo, onde só eles e “profissionais” descompromissados com a formação, têm acesso ou serão acessados. Assimilam e internalizam tais erros com uma facilidade inexplicável, que vão de encontro, a questões mais profundas de comportamento que é também negar regras e limites.

Cabe a nós professores,  co-responsáveis pela formação desses novos leitores, colocá-lospara refletir o tempo todo sobre o uso da nossa língua, identificando cada vez mais o uso do certo, errado e o diferente.

 

Autores: Leopoldo / Ronildo Carlos Dias

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Written by otextolivre

29 julho 2009 às 7:10 pm

Publicado em 1

6 Respostas

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  1. Muitas vezes, aqueles que usam a Internet esquecem que o veículo de comunicação dominante é o texto em si, não o site, o blog, a página virtual. É o texto que veicula as informações que queremos, independente de onde ele está postado. Não é porque um texto é virtual, que alguém pode escrever o que quiser, da forma que quiser. (Aliás, poder até pode, mas não deveria). O controle que se tem na internet é mínimo, depende de denúncias de usuários que visitam os sites que, quando encontram material inadequado (como pirataria, pornografia infantil, apologia à violência, etc.), denunciam esse espaço virtual. Além de material ilícito, é possível disponibilizar também informações incompletas ou errôneas e sobre isso o controle é ainda menor. Além disso, muitas vezes as “insultas” ao português passam despercebidas ou, ainda que sejam percebidas, poucas pessoas se dão ao trabalho de propor a correção.

    Dessa forma, acredito que a internet deveria ser utilizada com um pouco mais de critério. As pessoas poderiam, ao menos, se dar ao trabalho de escrever seus textos corretamente, talvez até mesmo escrevendo-o num editor de texto (Word, BrOffice Writer, etc), que tem um corretor ortográfico e que corrige pelo menos erros ortográficos e de concordância, para depois passá-los para o site. Ou então, seria ótimo se todas as páginas tivessem um corretor ortográfico embutido nelas, de modo que à medida que a pessoa fosse digitando, o corretor fosse sinalizando os erros e sugerindo as correções. Acho que, dessa forma, seria possível, indiretamente, melhorar o português de todos os internautas, que seriam obrigados a ler e postar conteúdos escritos corretamente.

    Andressa

    8 setembro 2010 at 12:45 pm

  2. A internet propicia uma dimensão muito maior em relação à pesquisa, comunicação e sociabilidade. A “geração internet” já nasceu inserida nesse universo. Isso torna ainda mais difícil resgatá-la para o mundo não virtual. Porém, não são só os adolescentes estão vulneráveis a variações na norma culta e à fuga da realidade. O advento tecnológico nos coloca a todos nesse meio perigoso, de entretenimento puro e sem propósitos. Cabe a cada um de nós saber aproveitar ao máximo tudo o que um computador e suas vantagens podem nos proporcionar, conhecendo, pesquisando e descobrindo, sempre.

    Christiana

    12 setembro 2010 at 3:10 pm

  3. A questão vai além da Internet, mas através dela, devido à necessidade de se comunicar pela escrita, se torna mais evidente.
    A deteriorização da língua portuguesa faz parte de um “emburrecimento” progressivo da população brasileira que já vem de longa data (basta dizer que antes se estudava português, inglês, francês e latim) em escolas públicas de primeiro grau.
    A política de resultados – imediatista – do governo se importa em melhorar as estatísticas do alnalfabetismo em detrimento da qualidade do ensino.
    Somado a isso está a massificação da população – e naturalmente, dos jovens – onde produtos fáceis, descartáveis e pobres são ofericidos a todo momento, o que acaba por reduzir o hábito de ler, escrever, ou de pensar. Um exemplo disso são as músicas que normalmente são veiculadas.
    Quem quiser ser diferente, que corra atrás, por meios próprios, e contribua para manter não só a correção na escrita do português, mas também no modo de agir de uma forma geral.

    André

    13 setembro 2010 at 8:00 pm

  4. No início, a Internet apareceu como um meio de comunicação e acesso a novos mundos, muito mais para pesquisas e troca de informações. Aos poucos, essa tecnologia ficou acessível a todos, de um lado de forma positiva, pois todos, assim, teriam acesso à informação, e de outro de forma negativa, permitindo a introdução de todo tipo de informação, errônea ou não, que até um garoto de quatro anos tem acesso. Dessa forma, fica difícil se desfazer o estrago quando este garoto chega à escola, visto que a velocidade e quantidade de informação é bem maior na internet. Cabe a todos nós saber o que é certo e errado, o que se quer ler e ouvir, seja através de um mundo virtual, seja na vida real.

    Natalie

    13 setembro 2010 at 8:27 pm

  5. O ambiente virtual permite que os seus usuários criem textos, imagens, sons, e uma série de outras coisas sem muitas preocupações quanto ao conteúdo, pois, normalmente as pessoas não se conhecem e o anonimato isenta os indivíduos de qualquer tipo de constrangimento. Nos dias de hoje, o “internetês” já se tornou uma coqueluche entre os internautas. Tanto o é que, por várias vezes, eu acessei o Twitter e não consegui entender muitas mensagens que estavam em minha timeline. Eu acho que a internet é um espaço importante as reinvenções linguísticas e até penso que elas são válidas. Entretanto, esta moda não deveria substituir a língua culta. Cada coisa deveria permanecer em seu lugar, respeitando o seu momento. Alfabetizar crianças e jovens atualmente é mesmo uma tarefa muito difícil, porque o que eles aprendem por meio da diversão é assimilado com uma facilidade muito maior do que aquilo que eles aprendem nos bancos das escolas. Será que este é o momento de repensar o nosso padrão de ensinar o bê-á-bá?

    Pollyanna

    13 setembro 2010 at 9:47 pm

  6. A maneira como se ensina o uso da norma culta costuma ser enfadonho e aborrecedor. Ela não desperta o interesse das crianças e adolescentes, que são forçados a escrever sobre assuntos que quase nunca os agradam. Bem como são forçados a ler livros enormes de gêneros que não os entretem. Dessa forma, a norma culta acaba não sendo absorvida. Enquanto os textos publicados na internet ,que por vezes parecem não seguir nenhuma regra gramatical, são os mais lidos. É com esses textos, cheios de gírias e erros ortográficos, que eles aprendem a escrever acabando por reproduzir essas falhas em produções próprias.

    Lívia Simões

    14 setembro 2010 at 12:00 am


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