Blog dos voluntários do Texto Livre

www.textolivre.org

O processo de ensino-aprendizagem em língua portuguesa em ambientes virtuais

leave a comment »

COMUNICAÇÃO – INFORMAÇÃO – CONHECIMENTO « SABEDORIA

Por Jeswesley Mendes, Leise Laura de Abreu, Monika Almeida Santos, Tatiane Salles.

O objetivo deste artigo é analisarmos o processo ensino-aprendizado em Língua Portuguesa em ambientes virtuais a partir dos pressupostos teóricos e práticos aprendidos na disciplina “Gêneros e recursos online”, oferecida pelo Curso de Especialização em Língua Portuguesa – Ensino de Leitura e Produção de Textos – e ministrada pela Profª. Dra. Ana Matte.

Tudo começou com a invenção da escrita em 350.000 a.C. que representava formas do mundo (pictogramas), mas aos poucos as formas foram se tornando mais simples e abstratas. Em 1945, criaram o primeiro computador, o Enniac, que pesava cartões perfurados e tinha, entre outras funções de fazer cálculos de balística para o Exército americano. O desenvolvimento de microprocessadores permitiu a criação de computadores pessoais de mesa e portáteis, os laptops.
Hoje, o computador se tornou uma ferramenta indispensável na vida cotidiana, seja profissionalmente, seja como instrumento de pesquisa, comunicação pessoal e entretenimento. Em 1969, a Internet foi criada para fins militares. Nos anos 80 a comunicação em rede por computador passou a ser usada para pesquisa em universidades e ganhou uso comercial na metade dos anos 90. No Brasil, o sistema foi implantado em 1995.

O mundo evolui e as tecnologias que estão agregadas a essa evolução, permitem ao ser humano melhorar sua comunicação por meio de diversos canais, seja pela forma oral ou escrita. Se pensarmos no ensino em plena Revolução Industrial, ou mesmo nos anos 1930 e 1950, toda ferramenta de que o professor dispunha era limitada, isto é, ou somente falava – século XIX -, ou havia as eternas cópias das matérias escritas pelo professor no quadro negro – século XX -. Além disso, o enfoque no aprendizado era o tradicional, isto é, a fonte de conhecimento estava presente na figura do professor, que transmitia conhecimento para o discente. Para ampliar esse conhecimento, o aluno devia ter dificuldade, uma vez que ele não era um aluno-pesquisador e sim reprodutor de conhecimento.

Vivemos numa época de ênfase na informação, tais como a presença das revistas, telejornais e internet, onde é preciso estar sempre informados. Mas é importante lembrar que informação não é conhecimento. O conhecimento envolve o estabelecimento de relações entre informações isoladas. Se pensarmos neste sentido, muito do que é chamado do conhecimento escolar é apenas informação desconectada: conceitos vazios a serem memorizados e esquecidos. A informação é descartável, justamente por não ter vínculos nem com outras informações, nem com conhecimento, mas, sobretudo, por não termos com ela vínculos emocionais.

Como sabemos, o computador (hardware) só é capaz de processar dados, mas em nível lógico (software) podemos trabalhar com informações, editando textos, automatizando processos, a partir dos fundamentos trazidos pela teoria da informação, podemos esboçar o seguinte fluxo do conhecimento e da sabedoria.

O conhecimento, supostamente é adquirido primeiramente através do processo de comunicação existente no meio localizado, gerando informações ao mesmo . Através destas informações, poderemos adquirir ou não o conhecimento esperado. Isto nos leva a discorrer um pouco sobre a sabedoria. A sabedoria é desenvolvida através da vivência, e não exclusivamente pela inteligência. Envolve saber dispor do conhecimento e da ação de modo a trazer o máximo beneficio para os indivíduos. Se o conhecimento muitas vezes nos leva a uma postura arrogante, a sabedoria só se atinge a partir da humildade, podendo ser entendida em função da ação associada e no contexto e no momento específico desta ação, não podendo ser expressa em termos de regras, isto é, não pode ser generalizada, nem transmitida diretamente, sendo inseparável da realização pessoal daquele que busca o saber.

Já a tecnologia da informação se traduz nas ferramentas tecnológicas utilizadas em um determinado meio (sistema), representada a partir da existência dos softwares, vídeo e teleconferências, bem como o uso da internet.

Existem várias criticas em relação à utilização dos computadores na escola, principalmente nos níveis da pré-escola e ensino fundamental.

As máquinas devem ser consideradas como mero instrumento para uma porção de atividades úteis, mas que estas últimas não englobam seu uso na educação de matérias que não sejam a computação propriamente dita, pelo menos até as últimas séries do segundo grau. O ensino apresenta um cenário ruim causado não pelo fator tecnológico, mas sim pelo fato de existir um inter-relacionamento humano,no qual deveria ser dada maior importância à relação aluno-professor, a fim de que essa relação fosse sensivelmente mais humana.

Mas devemos simplesmente nos esquecer dos computadores na educação em pleno século XXI? Não, acreditamos que devemos, sim, participar deste avanço tecnológico com a sociedade em geral e também utilizar essas tecnologias com as crianças. É claro que a utilização deste equipamento (computador) não deve, em hipótese alguma, ser utilizado como um fim em si mesmo, mas sim como uma ferramenta auxiliar no processo de ensino e aprendizagem, despertando desta maneira algum tipo de interesse maior na questão do conhecimento.

Assim, conhecimento e tecnologia estão presentes no curso “Oficina de Produção Textual: recursos online”. Vimos a grande possibilidade de desenvolver um trabalho que concentra a utilização de softwares de aplicações básicas em laboratórios de informática para permitir que a comunidade escolar desenvolva projetos até mesmo interdisciplinares.

Vale a pena ressaltar que, através da utilização de softwares, nós professores temos a oportunidade de ampliarmos a rede levando o conhecimento aos nossos alunos, visando minimizar o analfabetismo digital. Essa tarefa se destaca na “era da informação” como um dos principais papéis da classe docente brasileira.

Referências Bibliográficas

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na Era da informática. Trad. de Carlos Irineu da Costa. 10ª reimp., Rio de Janeiro: Editora 34, 2001.

MATTE, Ana Cristina Fricke (org). Lingua(gem), texto, discurso: entre a reflexão e a prática. Vol.2. RJ: Lucerna, BH: FALE/UFMG.

SEABRA, Carlos. Usos da telemática na educação. In Acesso; Revista de Educação e Informática. São Paulo, v.5, n.10, p.4-11, julho, 1995.

VICENTE, H. da S. G. (2000) Relações de Gênero Social e Democracia no Espaço Virtual na Internet. Dissertação de Mestrado. Brasília: DLLCV/UnB

ARAÚJO, J.C. (Org.). Internet e Ensino: novos gêneros, outros desafios. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u859.shtml

http://www.janusonline.pt/2004/2004_2_17.html

http://edutec.net/Textos/Alia/PROINFO/prf_txtie03.htm

http://sergioflima.pro.br/blog/professores_conectados.pdf

http://www.abcddohardware.hpg.ig.com.br/comonas.htm

http://www.comunicacao.pro.br/artcoN/interneduc.htm

Anúncios

Written by otextolivre

26 julho 2008 às 2:14 pm

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: