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Desfocando o olhar: análise das imagens narcisistas da juventude nas fotografias digitais

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Por Eliza Cristina Vieira de Almeida, Janaína Márcia Silva, Michellini Schittine Nascimento Carvalho, Shirley Dornelas Duarte

A mídia tem se munido das diversas formas de linguagem para ditar a moda, as regras e valores para a sociedade. A massificação das idéias pela mídia tem distanciado as pessoas da prática da reflexão e do exercício do pensar, uma vez que elas recebem as informações prontas e acabadas, não as refletindo, nem trocando idéias a respeito do que estão recebendo, principalmente a juventude que, na maioria das vezes, ainda não dispõe de um arcabouço teórico-cultural para se desvencilhar de tamanha manipulação.


“Choro por Narciso porque, todas as vezes que ele se deitava sobre
minhas próprias margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos minha
própria beleza refletida.” Lenda de Narciso

Com o advento da Internet e de outras mídias é notável o avanço com que as imagens digitais circulam, seja através da tela do computador, seja pela tela do celular.

Segundo Pierre Levy em O que é virtual,

“O ciberespaço abre de fato um mercado novo, só que se trata menos de uma onda de consumo por vir que da emergência de um espaço de transação qualitativamente diferente, no qual os papéis respectivos dos consumidores, dos produtores e dos intermediários se transformam profundamente.(…) Os produtos e serviços mais valorizados no novo mercado são interativos, o que significa, em termos econômicos, que a produção do valor agregado se desloca para o lado do consumidor, ou melhor, convém substituir a noção de consumo pela de co-produção de mercadorias ou serviços interativos.”

Este trabalho tem por objetivo analisar como a juventude contemporânea se relaciona com a fotografia e sua difusão pela rede.

Os primeiros relatos sobre a fotografia datam da Grécia Antiga, aproximadamente em 350 a.C. Nessa época eles já conheciam a produção de imagens através da passagem da luz por um pequeno orifício. No século XIX, a fotografia passa a ser registrada da forma tradicional tal como a conhecemos hoje.

No século XXI, a câmera digital passa a ser comercializada e populariza a fotografia. A princípio ainda como objeto de alto valor agregado e atualmente de fácil aquisição, inclusive, presente em celulares.

Dentro desse contexto, a juventude lida de forma íntima com a fotografia digital, tanto por essa ser mais ágil quanto pela possibilidade de utilizar programas de edição de imagens e pelo fato de ser mais cômodo.

A tecnologia digital possibilita ao usuário, a partir de uma seleção de fotos, fazer inclusive seu próprio filme. Isso é bastante observado em sites interativos como Orkut, MSN, Fotolog, YouTube dentre outros.

Buscamos apresentar ao usuário contemporâneo formas e recursos lúdico-criativos de utilizar a imagem digital na ampliação das possibilidades de novos olhares sobre o real a partir da leitura de imagens digitais de cenas do cotidiano. Deseja-se fugir do estereótipo do eu-narcisista, uma vez que isso é observado nos ambientes virtuais já citados, no qual encontramos na maioria das vezes auto-retratos, desfocando o olhar do educando para outras imagens.

Em uma sociedade na qual, como já foi explicitado, o dito popular “uma imagem vale por mil palavras” tem sido cada vez mais literalmente interpretado pelos jovens, cabe aos educadores, enquanto também responsáveis pela formação desses novos usuários do hipertexto, instrumentar-se para lidar de maneira não-preconceituosa com as questões advindas dessas tecnologias.

Desfocar o ollhar do aluno significa fazê-lo intreragir com o mundo que o cerca e não apenas, como diz o clichê, “olhar para o próprio umbigo”, ou melhor, para o próprio rostinho captado pela lente digital.

Referências Bibliográficas:

Disponível em:  http://www.femar.org.br/h15.htm (acesso em 26/07/2008 às 09:00)

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Narciso (acesso em 26/07/2008 às 9:00)

LEVY, Pierre. O que é Virtual
Disponível em: http://www.tv1.com.br/agendadofuturo/pierre_levy_frases.aspx  (acesso em 26/07/2008 às 09:00)

Disponível em:  http://pt.wikedia.org/wiki/Fotografia (acesso em 26/07/2008 às 09:00)

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Written by otextolivre

26 julho 2008 às 2:28 pm

Uma resposta

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  1. A medida que avançamos na era da eletrônica, apesar de cada vez mais ganharmos acesso a um universo de informações, o que se observa é uma prisão dentro do nosso eu. Nunca se viveu de maneira tão integrada na história. No entanto o homem nunca se sentiu tão sozinho.
    Acredito que não basta apenas compartilhar informação. É preciso compartilhar informação de boa qualidade e voltar o nosso interesse para o conhecimento do que faz bem, do que é construtivo. Penso que a proposta do trabalho é muito boa, uma vez que ela dá as pessoas oportunidade de crescer em cultura.

    Pedro Salomé de Oliveira

    13 setembro 2010 at 10:21 pm


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