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Aprender mais para ensinar melhor: o papel do professor na era tecnológica

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Por: João Paulo, Lilian Drumond, Marisa Pereira, Vanessa Silva.

Transformar e estabelecer relações sociais através dos avanços tecnológicos deve ser meta no ensino fundamental e médio, não só de Língua Portuguesa, mas de todas as disciplinas envolvidas na construção do conhecimento. Vivemos em um tempo de comunicacões rápidas, de imagens e linguagens diversas, que a todo momento são processadas e repassadas para que aconteçam interações sociais, políticas, históricas e culturais no mundo moderno.

Os meios de comunicação inovam a cada dia. Podemos dizer que os avanços tecnológicos são muitos, as informações online via internet com o aprimoramento da informática tornam-se cada vez mais sofisticadas e importantíssimas nos diversos âmbitos da sociedade pós-moderna. Os serviços oferecidos pelas lan houses proporcionam acesso a todos os cidadãos de baixa renda, que não têm acesso a computadores ao serviços de internet. Inclusive um grande número de alunos se utiliza destes serviços para várias finalidades.

Atualmente, vivemos na era da informática, uma era que vem transformando a forma de ver e de agir sobre o mundo. O uso de computadores se torna cada vez mais normal em nossa sociedade, seja por suas vantagens ou por sua agilidade mediante o uso da internet. Ao utilizar-se da internet o usuário dispõe de recursos gratuitos, ou seja, os sites com acesso livre disponíveis que se tornam instrumentos atrativos e necessários ao desenvolvimento das habilidades tecnológicas na área do conhecimento e de entretenimento, que pode vir a favorecer as aulas e, nesse contexto, principalmente a Língua Portuguesa. Assim, o uso de textos livres, buscas online, enciclopédias interativas, portais, dicionários, como revisão e reescrita na produção textual, fazem com que o aluno repense e reflita sobre a importância da língua materna e o seu uso.

Um dos princípios básicos da perspectiva bakhtiniana é que a língua vive e evolui sócio-historicamente. Decorre daí, o interesse de se estudar a linguagem obedecendo-se a uma ordem metodológica que parta da realidade das formas concretas da língua em uso e siga na direção das formas abstratas, considerando-se as seguintes etapas como um programa de investigação. Em primeiro lugar devemos estudar “as formas e tipos de interação verbal em relação com as condições concreta em que se realizam; em seguida “as formas das distintas enunciações em ligação estreita com a interação das quais se constituem elementos” , e a “partir daí, é que se faz o “exame das formas da língua na sua interpretação lingüística habitual” (ib.p.124)

Essa ordem permite apreender os fenômenos lingüísticos na sua permanente evolução. Pois, primeiramente, as relações sociais evoluem em função da infra-estrutura social. No quadro dessas relações, a comunicação e as interações verbais se modificam, constituindo o que chamamos de gêneros textuais. A diversidade de gêneros que podem ser apresentados ao aluno, de forma rápida, dinâmica e interativa fazem com que o leitor, produtor adquira habilidades e competências de leitura e escrita sem perceber de maneira prazerosa. O professor, mediador pode apontar rumos de acordo com as especificidades, necessidades e competências adquiridas pelos alunos, aprofundando na sua área de conhecimento, levando os mesmos a serem críticos diante de cada contexto. Ressaltando as trocas que podem ser feita via e-mail, chat, msn, sites de relacionamentos e outros recursos online, muito utilizados por usuários de computadores.

Portanto, como profissionais da área de educação, devemos conduzir nossos alunos ao desenvolvimento tecnológico que requer um leitor competente, um leitor que, ao se deparar com um texto escrito, saiba realizar operações que vão desde a decodificação da mensagem aos aspectos contextuais, para que desta forma amplie a significação do texto e se aproprie da mensagem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

BAKHTIN, Mikhail (VOLOCHINOV). Marxismo e Filosofia da linguagem, São Paulo: Hucitec,1995.

_____________ La construccion de la enunciacion. In: BAJTIN, Mijaíl

BAKHTIN, Mikhail, Estética da criação verbal. São Paulo:Martins Fontes, 1992.

DIONÍSIO, Ângela Paiva, MACHADO, Anna Raquel, BEZERRA, M. Auxiliadora. Gêneros textuais e ensino. RJ: Lucerna, 2002.

LÉVY, Pierre. As tecnologias. São Paulo: 34,1990.

MARINHO, Marildes (Org.) Ler navegar: espaços e percursos da leitura. Campinas. Mercado de Letras, 2001.

MATTE, Ana Cristina Fricke (org). Lingua(gem), texto, discurso: entre a reflexão e a prática. Vol.2. RJ: Lucerna, BH: FALE/UFMG.

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Written by otextolivre

23 julho 2008 às 7:28 pm

4 Respostas

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  1. Este ano resolvi iniciar na Escola Municipal Ceará, no Rio de Janeiro, próxima ao Complexo do Alemão, onde a grande maioria dos meus alunos moram, um projeto que além de incluir os conteúdos tradicionais, no meu caso Geografia, também pudesse iniciá-los nos horizontes da tecnologia da informação. Assim nasceram os blogs da liberdade, neste projeto que está sendo cumprido em duas etapas, inicialmente pedimos que pesquisassem sobre os efeitos positivos da globalização, o papel das multinacionais no mundo atual e as novas tecnologias produzidas nos mais variados campos científicos. Neste sentido cabe agradecer aos sites: “Inovação Tecnológica”, de onde a maior parte do material acerca as novidades tecnológicas foi retirado e ao Wikipedia. Num segundo momento procuramos analisar os efeitos indesejáveis da globalização, não que ela seja responsáves por eles, mas ela colabora para amplificá-los. Daí nasceram blogs a respeito do aquecimento global, racismo e xenofobia, violência urbana, desemprego, consumo exagerado, etc.
    É digno de nota que, projetos como este não poderiam ser realizados se a Lei Azeredo for aprovada, uma vez que este documento impede o uso livre e compartilhado da produção cultural. Como um entusiasta da cultura livre e da inteligência coletiva eu pergunto. Será justo impedir os jovens, sobretudo os mais pobres, de acessar conteúdos, trabalhá-los, transformá-los ou reconstruí-los? Pois, foi isto que pude apreender do trabalho que estamos realizando.

    Sérgio José Dias

    25 julho 2008 at 2:17 pm

  2. Você tem toda razão. Devemos estar todos cientes do que essa lei pode provocar. A internet deve ser livre.

    otextolivre

    26 julho 2008 at 11:06 am

  3. […] – bookmarked by 2 members originally found by lutao on 2008-10-01 Aprender mais para ensinar melhor: o papel do professor na era … […]

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    17 outubro 2008 at 5:30 pm

  4. Parabéns pelo artigo!
    Ele foi muito bem escrito e se trata sobre um assunto bastante atual e polêmico.
    Sem dúvida, o papel dos professores tem se reconfigurado graças à era tecnológica.

    Bruno

    14 setembro 2010 at 12:14 am


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