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Aplicando a Teoria Narrativa

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A conversa com o robô Ed pode ser relacionada de diversas formas com a teoria narrativa. Primeiramente, se nos basearmos no nível narrativo o robô Ed seria o sujeito, uma unidade lógica, que existe descontextualizado no tempo e no espaço e sem uma personalidade própria. Ao passarmos para o nível discursivo, é possível afirmar que essa unidade lógica (no caso o robô Ed), ganha vida, uma vez que ele passa a ser um ator e dessa maneira é capaz de se relacionar com os demais indivíduos. No caso do chat, as pessoas que acessam o link para conversar com ele, são também atores.

É importante ressaltar as diferenças básicas existentes entre os três níveis: fundamental, narrativo e discursivo. No fundamental, só há relações de valores, portanto não existem ao menos as unidades lógicas. Nesse primeiro caso, todos podem ser considerados sujeitos. No nível narrativo, existem o sujeito e o objeto, que podem ser denominados de actantes e que não fazem parte de um contexto. No nível discursivo, temos os atores e os objetos. Os objetos no caso da Semiótica são o desejo do ator (sujeito).

O nível discursivo é o que mais pode ser aplicado ao diálogo virtual que foi estabelecido pelos alunos dessa disciplina com Ed. Tanto o robô, quanto os alunos eram atores, sujeitos que se interagiam. O objeto seriam aquelas respostas dadas pelos alunos e por Ed. Em algumas situações, elas eram esperadas e assim, era possível estabelecer uma conversa inteligível, porém em outros as respostas ou perguntas formuladas eram completamente distintas do assunto abordado, o que naturalmente tornava o diálogo incompreensível.

Como o robô Ed é programado somente para abordar temas ligados ao meio ambiente, como desenvolvimento sustentável, fontes alternativas de energia e parques ecológicos, sempre que se questionava a ele algo muito diferente disso, ele não sabia como responder e o interlocutor acabava não obtendo a resposta que pretendia. Então, observamos que Ed e o interlocutor se tornavam anti-sujeitos, o primeiro por não responder corretamente e o segundo por não perguntar acerca dos assuntos que o robô conhece.

Para que a conversa seja sempre entendida pelos dois atores, é preciso que se dê um clique nas palavras sublinhadas, pois assim surge uma pergunta que é facilmente respondida pelo robô. Ao fazer isso, o interlocutor está em disjunção com o objeto, já que sempre obterá as respostas aguardadas.

Com isso, podemos dizer que as palavras que aparecem sublinhadas no decorrer da conversa, que com um clique se transformam em perguntas, são consideradas objetos modais, pois permitem a ambos os atores conseguir o objeto descritivo que é estabelecer um diálogo compreensível.

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Written by nadinhaaa

21 abril 2008 às 3:42 am

Publicado em semiótica

Uma resposta

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  1. otimo!

    otextolivre

    23 abril 2008 at 7:56 pm


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