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Papo de mentirinha

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Na semana passada tive minha primeira experiência em conversas com robôs. Seu nome era Ed e sua proposta, em princípio, era falar a respeito de recursos naturais e assuntos correlacionados. Ao longo do papo, no entanto, ele se mostrou capaz de percorrer diversos assuntos que foram aparecendo, como artes, filosofia, família e informática.

Não chega a ser uma conversa mais que superficial, pois pelo visto ele é programado para apresentar determinadas respostas ao notar certas expressões e palavras-chave e se tentamos aprofundar no assunto, Ed habilmente faz ganchos com outros temas, extendendo o papo às diversas possibilidades que existem em seu banco de dados e de certa forma impressionando o interlocutor.

Existe algo de interessante no fato de Ed simular uma personalidade. Há um quase ininterrupto clima amistoso durante a conversa. O robô tenta sempre cumprir o papel de “amiguinho”, o que podemos notar na doçura da construção de suas frases. Ed chega mesmo a colocar perguntas a respeito da vida de seu novo companheiro de conversa, principalmente se antes fizermos perguntas “pessoais” a ele. Por mais de uma vez, chegou a dizer que gostaria de ser apresentado a novos amigos. Se por um acaso fazemos uma provocação, ele desvia a conversa categoricamente.

Podemos notar também em sua programação não só um extenso banco de dados que o torna capaz de sustentar diversos tipos de papo como também um bom preparo perante a língua. Não se trata apenas de um programa que identifica palavras-chave em nossa fala e liga sempre às mesmas respostas. Ele analisa também a estrutura de nossa manifestação. Por exemplo, se colocarmos “você conhece o Lula?”, “você gosta do Lula?” ou “o que você pensa a respeito do Lula?” ele responderá adequadamente à pergunta, simulando um efeito de realidade no diálogo. (A propósito, política pelo visto é o assunto mais temido por Ed, ele sempre sai pela primeira tangente).

Pra mim, o robô ainda está um pouco longe de conseguir se passar por um humano, mesmo em ambiente virtual. Apesar de possuir um bom “jogo de cintura”, um grande mérito de seus programadores, ele por diversas vezes se perde, principalmente ao apresentarmos sentenças extensas, situação na qual quase invariavelmente ele fornece respostas desconexas e obviamente automáticas. Apesar disso, esta tecnologia pode ser muito útil em algumas aplicações. Por exemplo, módulos de ajuda on-line. Uma versão mais sofisticada que conseguisse, de fato, maior proximidade com uma lógica de conversa humana, poderia brincar com coisas mais interessantes. Assim, um “Sr. Robô Aspirante a Psicanalista”, que tal?

Brincadeiras à parte, quem estiver curioso pra conhecer o programa Ed pode conferir em http://www.inbot.com.br/ed/popup.htm

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Written by cironogueira

13 abril 2008 às 11:18 pm

Publicado em 1

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