Cultura Livre: Evidosol e o Ensino de Línguas
Grupo: Melina, Patrícia, Luciane e Celeste.
Pontos Centrais: Tecnologia, Relação Social, Aprendizagem e Linguagem.
A TECNOLOGIA SOCIO-VIRTUAL DA APRENDIZAGEMHá uma busca incessante de se entender a aprendizagem mediada pelo computador e pelos suportes tecnológicos e digitais que subsidiam atualmente o processo educativo.
O Evidosol pretende ser um espaço aberto a relatos de experiências e reflexões variadas em torno do diálogo entre Linguagem e Tecnologia, passando pelo foco da documentação em Software Livre.
Neste sentido aborda temas como produção textual no computador, divulgação de software livre, documentação em software livre e hipertexto, jornalismo na Internet, Blogs e Wikis, Ensino na Internet, Comunidades Virtuais, Cultura Livre e Projetos e métodos de pesquisa e outros.
A discussão apresentada nesta produção textual reporta à Cultura Livre, ressaltando a importância do processo social na aprendizagem, sobretudo na aprendizagem através da rede virtual; e o papel da tecnologia nesta construção da interação entre os envolvidos.
A princípio, é importante ressaltar a utilização da internet como uma forma de ensino e aprendizagem, a qual oferece tecnologias que permitem a criação dos textos em estruturas gráficas cada vez mais criativas e de novas formas de comunicação e interação que ultrapassam os limites de tempos e espaço demarcados pelos textos não digitais.
Usufruindo desses recursos, alunos e professores aprendem e ensinam ao mesmo tempo, consolidando uma transformação social importante no processo educativo, sobretudo no mediado por recursos digitais, flexibilizando as relações sociais estabelecidas nesse processo.
Através de ambientes virtuais, a aprendizagem acontece de maneiras diversas, da mesma forma que ocorre em uma sala de aula presencial, porém esses ambientes exploram de forma diferente a ação do professor e do aluno, adaptando-os a uma outra realidade, de interação, de comunicação, de cooperação, através de ferramentas usualmente disponíveis para apoiar o processo educacional, como por exemplo: correio eletrônico, fóruns de discussão, bate papo virtuais, entre outros.
Vale lembrar que todo o processo educativo é, via de regra, influenciado pelas pessoas envolvidas (professores, alunos), por suas ações e por pressupostos teóricos vigentes na sociedade e na época em que estão inseridos. Vygotsky e seus continuadores (Cole, 1996; Leontiev,1978), apresentam uma concepção de aprendizagem que enfatiza o seu caráter social e comunitário, bem como a importância dos diferentes contextos de socialização, ou de prática, como geradores dessa mesma aprendizagem.
Nesse sentido, ganha destaque a linguagem que é o uso da palavra articulada ou escrita como meio de expressão e de comunicação entre pessoas, sendo pois um sistema de signos que serve de meio de comunicação entre indivíduos. É através do uso linguagem escrita, informatizada e até criptografada que é possível estabelecer a interação entre os envolvidos. Ela passa a ser o método, a forma, o veículo; bem como o conteúdo a ser aprendido.
Lucrécia D’Aléssio Ferrara, interessada na teoria da linguagem, nos chama a atenção sobre a prática dialógica, situando a linguagem como prática dos processos de organização do pensamento, o espaço cultural individual e coletivo e as operações de seleção e relação que ativam do repertório. Para ela, “a inter-relação desses elementos caracteriza, para o diálogo, um volume acionado em três vértices ou em três dimensões: emissor (agente da escritura), o receptor (agente da leitura) e o contexto (agente dos processos culturais que se fragmentam no tempo, mas cujos resquícios permanecem sempre ausentes no espaço da cultura e à disposição da história)”. (1986: 77 e 78)
Além disso, uso da internet favorece o acesso a milhares de informações e interações globalizadas e a sua linguagem permite a criação de uma rede social, uma comunicação instantânea e uma inteligência coletiva. Os gêneros digitais permitem uma interação criadora, e o texto em seu processo de completude vai se configurando, sendo que cada enunciador é um co-construtor, um co-autor ou co-criador.
Deste modo, pretendeu-se enfatizar as transformações que carregam consigo as inovações tecnológicas digitais e o ensino mediado por elas, nas relações sociais sobre entre alunos e professores. Essa interação social passa a se articular em uma nova possibilidade de linguagem e comunicação, estabelecendo uma prática diferenciada, a dialógica, que é diferente da tradicionalmente utilizada nos espaços de ensino presencial.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Vygotsky, Cole, 1996; Leontiev,1978 in Educação a distância e estilos cognitivos: construindo a adaptação de ambientes virtuais em http://www.scielo.br/pdf/%0D/pe/v10n2/v10n2a12.pdf
FERRARA, L. D. (1986) A ESTRATÉGIA DOS SIGNOS. SÃO PAULO: PERSPECTIVA., ., (1986) . em www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Grafismo_como_Linguagem.htm