Não alimente os trolls
Como em vários ambientes sociais, na internet também há aquelas pessoas que atrapalham a comunicação intencionalmente. São os chamados trolls. Eles atuam de diversas formas, como por exemplo: postando conteúdo impróprio nos sites e em locais de discussão, paralisando a discussão com perguntas de resposta óbvia, provocando os participantes da discussão com argumentos polêmicos, disseminando informações falsas com o intuito de criar intrigas.
Esse tipo de comportamento pode ser bastante prejudicial para todos os participantes, e cabe a todos os usuários da ferramenta utilizada (blog, fórum, chat, site etc.) coibi-lo. Mas um participante em especial é oficialmente responsável pela contenção dos trolls: o moderador. Uma das formas aconselhadas para lidar com os trolls é ignorá-los, o que pode ser feito por todos os participantes, mas em casos extremos pode ser necessária sua expulsão, o que só o moderador pode fazer. Também são importantes as denúncias de mal comportamento.
Mas o que é mal comportamento na internet? Alguns casos são bastante óbvios, mas outros estão na zona cinza: a proposição reiterada de argumentos polêmicos nos chats pode ser um desses casos cinzentos. Pode-se entender que o argumento seja uma provocação saudável à discussão ou que haja por trás de sua proposição uma intenção maliciosa do participante. Num caso como esse, é fundamental que o moderador atue como juiz, considerando as circunstâncias específicas da situação.
Um aula em ambiente de chat é uma situação propícia a esse tipo de ocorrência. Também pode ocorrer de algum aluno repetir perguntas o tempo todo ou fazer perguntas de resposta óbvia para atrasar o andamento da aula. Como não há presença física dos participantes ou entonação de voz para ajudar a identificar a intenção do aluno, o professor, no papel de moderador, deve estar atento a outros sinais, como a freqüência com que o aluno normalmente se manifesta ou que tipo de dúvida normalmente tem. Em todo caso, as soluções serão bastante parecidas com as da sala de aula tradicional: ignorar o aluno, dar a famosa “cortada”, ou, em casos mais graves, pedir que ele se retire.
Gostei do conceito de zona cinza. De fato, não há uma dicotomia entre ser ou não ser trolagem, o que temos é uma gradação na qual, em algum momento e dependendo do ponto de vista, determinada situação pode ser considerada trollagem por uma pessoa e por outra não, sem que se possa dizer quem tem razão. Já vi isso muitas vezes.
anacrisfm
17 Maio 2008 em 5:56 pm