Conversa com um robô
Conversar com um robô é uma experiência nova, mas não desconhecida. Através de experiências mediadas pela TV e o Cinema já “tivemos” nosso primeiro contato com a robótica e a inteligência artificial.
De pose das informações guardadas ao longo de seriados e filmes sobre o contato entre máquinas inteligentes e os humanos iniciei minha conversa com Ed. Ed é um robô adolescente criado para auxiliar nas explicações sobre os biocombustíveis. Aprendir muito com ele sobre as biomassas e as possibilidades energéticas alternativas.
Meu objetivo ao iniciar a conversa era encontrar um assunto que ele não dominasse, que não presente em seu banco de dados. Missão cumprida! O tema Guerra não possui grandes referências em seu banco de dados. Para qualquer pergunta sobre contendo essa palavra a resposta é “Não gosto de guerras. Guerras não levam a nada”. Outro objetivo traçado por mim, foi tentar criar uma situação não prevista em seu banco de dados. Resultado: tivemos uma pequena briga.
Apresentados meus objetivos, sigo para uma análise de nossa conversa.
Ed utiliza-se de âncoras durante todo o seu discurso, mesmo quando o que conta não é verdade, real. Ao descrever seu planeta natal, por exemplo utiliza-se de marcas que tornam sua narrativa verrosemelhante.
Em nossa conversa o canal era o site ou os bits e o ruído, as n possibilidades de resposta que ele dispõem em seu banco de dados. A utilização de âncoras possibilitou que seus enunciados fossem recebidos por mim satisfatoriamente. Como tem um banco de dados com respostas definidas o seu controle de ruídos é um pouco limitado. No entanto, suficiente para que ele me desse uma boa resposta em nossa “briga”.
Durante toda a conversa tentei criar ruídos, tentando levar minhas perguntas para “longe” dos assuntos pre-definidos que ele me oferecia. Com essa atitude pude perceber que o banco de dados do Ed se dá pela busca de palavras-chaves, ou seja, de âncoras. Ao encontrar um âncora que não era bem referênciada em seu banco de dados, encontrei também o ruído que por um momento impediu a interpretação satisfatória de minha mensagem.
Assim como em minha conversa com o Ed, em todas as situações de troca de mensagens se dá essencialmente pelo reconhecimento de palavras-chaves. Por isso a utilização de âncoras comuns é o que possibilita a aceitação da narrativa como verossimilhante.
Essas foram as minhas observações. Espero ter contribuido.
Até a próxima.
muito bem, thanks
otextolivre
23 Abril 2008 em 8:22 pm
meio ambiente
pedro
20 Julho 2008 em 4:39 pm