Blogs, chats e fóruns como ferramentas de comunicação
Blogs, chats e fóruns são ferramentas de comunicação que surgiram com a internet. Como toda ferramenta de comunicação, eles possuem característias de uso específicas, embora compartilhem entre si algumas características.
Em toda situação comunicativa, há alguns componentes básicos essenciais, como o destinador (aquele que emite a mensagem), o destinatário (o que recebe a mensagem), a mensagem (seqüência de sinais organizados), o código (espécie de linguagem que torna possível a transmissão da mensagem) e o canal (suporte material da linguagem). Além disso, em toda situação real de comunicação ocorrem ruídos, que são perturbações no percurso da mensagem do destinador até o destinatário, e nunca há correspondência exata entre a experiência que o destinador pretende transmitir e a que é de fato compreendida pelo destinatário.
Blogs, chats e fóruns compartilham alguns desses elementos: o canal é a internet e o código é predominantemente a língua escrita. Entretanto, pode haver vários subcódigos: o tipo de grafia e sintaxe que se usa num chat, por exemplo, tende a se aproximar da língua falada e a ser muito mais informal do que o que se usa num fórum. Já os blogs podem apresentar enorme variação, dependendo de seu objetivo e público-alvo. Há desde blogs mais formais, como os jornalísticos, aos mais informais, como costumam ser os blogs pessoais.
O destinatário também pode variar bastante de acordo com cada uma das ferramentas: blogs normalmente são destinados ao público em geral, enquanto fóruns e chats comportam mais restrições. O tempo da comunicação é outro aspecto importante, pois nos fóruns e blogs o destinador não tem resposta imediata do destinatário, ao contrário do que ocorre nos chats.
Os três ambientes de comunicação têm sido usados para fins acadêmicos. A manutenção deste blog, por exemplo, é parte do aprendizado de uma disciplina cujas aulas ocorrem num chat e que conta também com fóruns de discussão para que os alunos e a professora troquem informações.
gostei da análise. faltou falar um pouco da questão do ruído, mas está muito bom assim!
otextolivre
23 Abril 2008 em 7:07 pm